As Emoções em Tempo de Mudanças

Se eu te contasse, em novembro do ano passado, que o comércio de quase o mundo todo iria fechar, que as pessoas ficariam isoladas em casa, e que um vírus desconhecido se tornaria o assunto mais discutido mundialmente, você acreditaria? Parece filme de ficção,né?

Estamos vivendo algo que jamais poderíamos imaginar meses atrás. E lidar com um desconhecido desse tamanho é absurdamente desafiador! São em épocas assim que a nossa inteligência emocional é colocada a prova. Os indivíduos mais resilientes, mais empáticos, mais tolerantes a frustração, certamente passarão por esses dias com mais tranquilidade. Mas não se engane, mais tranquilidade não significa que será fácil!

Para nós, adultos, é importante saber que haverão altos e baixos nessa quarentena. A motivação e a resiliência, tão importantes e bases da nossa inteligência emocional, não funcionam de forma linear e contínua. Quando a situação desafiadora se alonga, é normal que a motivação dê uma “balançada”. Ninguém consegue se manter positivo o tempo todo, e isso é normal e esperado. Aprender a aceitar e a acolher os momentos menos alegres é a chave para aprender a lidar com eles.

Para os pequenos, é importante saber que para eles o isolamento social é extremamente difícil. De um dia para o outro, a rotina virou de cabeça para baixo. Não há escola, passeio com a família, brincadeiras com os amigos. A atividade física ficou restrita, o espaço é limitado, o tédio chega mais rápido.

Fica difícil para uma criança pequena entender, que mesmo com os pais em casa, eles precisam se isolar e trabalhar. Difícil entender que mesmo em casa, com aquele clima de férias, é preciso sentar e estudar. É bem possível que seu filho esteja mais briguento, mais irritado ou mais chorão nesses dias. Na medida do possível, pratique a paciência e a empatia com eles. Quando seu filho estiver mais irritado, seja você a calmaria que ele precisa. As crianças ainda não conseguem regular as emoções sozinhas, precisam do adulto para guia-las. Mas quando você também não conseguir, não se culpe ou fique martelando o que aconteceu. Se gritou com os pequenos, peça desculpas e tente evitar outro episódio.

Saber que estamos passando por um período desafiador, e que é normal as emoções estarem um pouco bagunçadas, pode não resolver o problema como mágica; mas nos ajuda, e muito, a sermos mais tolerantes, pacientes e empáticos com nós mesmos e com aqueles que convivem com a gente!

Vai passar! Vamos ficar bem!

Texto por

Bárbara Olsen Cecatto

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